espírito empreendedor

Espírito Empreendedor pode mudar o país

Espírito Empreendedor pode mudar o país

Atualmente temos escutado falar muito sobre gestão, empreendedorismo, “business plan”, “core business”, “BSC – Balance Scorecard” e outros termos que fazem parte do mundo dos negócios. No contexto internacional, a integração entre empresas e universidades é mais constante em pesquisa de desenvolvimento. No Brasil, aos poucos, as universidades têm se aberto também para essa demanda. Em diferentes partes do país, já é possível encontrar universidades que possuem escritórios piloto de Gestão, pequenas empresas ligadas à universidade como, por exemplo, a Universidade Federal do Paraná. Aliás, o setor de Ciências Agrárias UFPR criou um dos primeiros escritórios totalmente sustentáveis do Brasil.

Recentemente, o Congresso brasileiro votou a homologação da lei 13.267 de 6 de abril de 2-16 que regulamenta a criação e funcionamento das empresas juniores. Se comparado com países como EUA, Inglaterra e Alemanha, podemos dizer que ainda estamos muito distantes de um projeto inteiro de desenvolvimento que prioriza o empreendedorismo. Numa proposta sólida de empreendedorismo, a educação para sustentabilidade e empreendedorismo teriam papeis preponderantes. É óbvio que a educação sozinha não é capaz de solucionar o problema. Porém, a educação pode ser o elo de ligação entre todas as áreas. Quando perguntei para alguns jovens nos EUA o que eles queriam ser ao terminar a faculdade, 70 % disseram que seriam empresários.

O desenvolvimento do empreendedorismo no país depende de um trabalho de base forte e continuado. O desenvolvimento econômico e integral do país passa pelo investimento educacional e preparação de escolas e universidades para se tornarem laboratórios de empreendimentos. As escolas poderiam contribuir de duas formas. Primeiro, diz respeito ao espírito de empreendedor. O espírito empreendedor é uma forma criativa de ver a vida e solucionar problemas. O tempo todo estamos solucionando ou nos sucumbindo problemas diante dos problemas. Isso ocorre desde o momento que nascemos. A forma como somos estimulados a resolver os problemas define boa parte das decisões que tomaremos mais tarde.

A família é fundamental no processo, entretanto, gostaria de pontuar que é possível agregar métodos educacionais que estimulam a capacidade criativa para solucionar problemas. Certamente, a maior contribuição que uma educação para o empreendedorismo pode dar é formar cidadãos que transitam da condição de dependente e pedinte para um estilo de vida autônomo e gerador. Um empreendedor, diante de um dilema, pensa logo em como resolver criativamente a situação e gerar lucratividade com o problema.

O segundo aspecto que uma educação para o empreendedorismo pode dar é criar modelos educacionais que interagem constantemente teoria e prática. Minha proposta é que toda escola de ensinos fundamental e médio deveria ter uma pequena empresa gerida pelos próprios alunos e submetida à gerencia legal da direção da escola. Essa empresa seria um laboratório prática que condiciona seu lucro à capacidade criativa de resolver os problemas da escola e do entorno. Existiria um convênio com as empresas do bairro que adotariam uma “Empresa Escolar (E-Esc)”. Essa empresa escolar adotaria todos os critérios de gestão de empresas sólidas do mercado. O principal objetivo é que os alunos desenvolvam o espírito empreendedor na prática e desde o ensino fundamental.

Dell Delambre

Ogata, Alberto. (Coord.) Profissionais saudáveis, empresas produtivas: como promover um estilo de vida saudável no ambiente de trabalho e criar oportunidades para trabalhadores e empresas. Rio de Janeiro: Elsevier, SESI, 2012.

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Coach WTS e Consultor em Sustentabilidade. Premiado pela UNESCO e no Jornal Folha Dirigida. Doutor, Conferencista e Professor Universitário.

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